* Esta é uma poesia que eu escrevi quando eu tinha uns 16 anos, encontrei ela perdida aqui no computador e então eu resolvi postá-la aqui no site. Mas eu não tenho o dom para escrever poesias, eu nem sei quais são as regras, mas se ficou boa ou ruim, por favor, comentem.
"Do Coração em Alexandria
Livremente a fumaça de meu cigarro se solta ao ar como se dançasse em meio ao caos das esferas dimensionais revelando a verdade por de trás das ilusões do mundo humano em sua cor que entrelaça cores falsas entre o preto e o branco.
Através de um copo de licor vermelho, por meio da cor do amor, da dor e do sangue, posso ver e ouvir as várias gargalhadas de meus colegas humanos que se divertem para ocultar os seus verdadeiros desejos como se existisse o milagre de um sorriso sincero...
Mas estamos todos em um mundo perfeito... Onde existem seres que em sua natureza, naquilo que é impossível mentir, são fantasmas que se maquiam como bonecas de porcelana para esconderem as suas animalidades, usando roupas, luxo e alterando os nossos sentidos, criando valores, nos enganando e se auto-enganando, mentindo sem querer mentir... Onde criam algo belo, paradisíaco e inalcançável para o conceito do amor para não cair no desespero da realidade...
Mas nunca se esqueçam, nós todos estamos em nosso próprio mundinho perfeito...
Onde a face da morte é adoravelmente mais atraente do que a máscara que a vida usa. Onde todos temem a morte, mas quem nunca a desejou?
Um mundo perfeito onde em nossos sorrisos se escondem lágrimas e em nossos embrulhos românticos de rosas vermelhas as nossas giletes enferrujadas.
Sua maquiagem está borrada, mas eu apenas gostaria que segurasse a minha mão e meu pulso que sangra... As minhas feridas na alma não se cicatrizam... Não precisa me olhar deste jeito, agora levante-se!
Mas não me beije, pois eu prefiro morrer na ilusão do eterno desejo de seu amor do que descobrir que as minhas abstrações não correspondem com a realidade...
E mesmo assim eu quero lhe dar a minha rosa! Onde cada pétala é uma bala em minha arma e nela você descobrirá que inexiste uma barreira entre o amor e a morte, e você a descobrirá hoje, neste bar...
Mau me quer, mau me quer...
O cheiro podre da pólvora revela a verdadeira essência de nosso mundo perfeito, agora a cor do amor se esvaia por seu coração... Correndo e manchando seu lindo vestido branco, fruto de seu narcisismo... O seu sangue agora esfria lentamente e pela primeira vez eu pude sentir o calor de seu corpo e senti-lo ir embora de mim, o que na realidade é o verdadeiro amor, até que a morte nos separe, nem que seja por únicos segundos, este momento vale mais do às míseras dezenas de anos em vão que vivi...
Mas meu bem! Não existe o amor, apenas choramos porque somos perdedores."
Robson Leão Cardozo
* O título é "Do Coração em Alexandria" pois em Alexandria, cidade egípcia dominada e criada pelos Macedônios e dona de umas das maiores bibliotecas e centro científico que já existiu na Antigüidade, possuia um artigo realizado por cientistas da época sobre o orgão Coração e este foi um dos primeiros registros sobre tal orgão e nele estava escrito que o Coração não era o orgão que ministrava as emoções, tal como se pensava na época, mas a emoção, tal como o pensamento, eram ministrados única e exclusivamente pelo Cérebro. Os estudiosos da Idade Média nunca conseguiram chegar a esta conclusão, pois a Bibloteca de Alexandria foi queimada e seu conhecimento não foi posto à posteridade, somente na Idade Moderna, no Iluminismo é que se teve esta descoberta sobre o Coração, que ao nosso olhar contemporâneo é uma questão óbvia, mas não naquela época, tanto que até hoje usamos o termo Coração para designar as emoções, mesmo que metafóricamente falando.
E já que minha poesia é uma irônia funesta sobre as paixões e o amor, achei que o estudo sobre o Coração em Alexandria fosse um título bom para a poesia.
"Do Coração em Alexandria
Livremente a fumaça de meu cigarro se solta ao ar como se dançasse em meio ao caos das esferas dimensionais revelando a verdade por de trás das ilusões do mundo humano em sua cor que entrelaça cores falsas entre o preto e o branco.
Através de um copo de licor vermelho, por meio da cor do amor, da dor e do sangue, posso ver e ouvir as várias gargalhadas de meus colegas humanos que se divertem para ocultar os seus verdadeiros desejos como se existisse o milagre de um sorriso sincero...
Mas estamos todos em um mundo perfeito... Onde existem seres que em sua natureza, naquilo que é impossível mentir, são fantasmas que se maquiam como bonecas de porcelana para esconderem as suas animalidades, usando roupas, luxo e alterando os nossos sentidos, criando valores, nos enganando e se auto-enganando, mentindo sem querer mentir... Onde criam algo belo, paradisíaco e inalcançável para o conceito do amor para não cair no desespero da realidade...
Mas nunca se esqueçam, nós todos estamos em nosso próprio mundinho perfeito...
Onde a face da morte é adoravelmente mais atraente do que a máscara que a vida usa. Onde todos temem a morte, mas quem nunca a desejou?
Um mundo perfeito onde em nossos sorrisos se escondem lágrimas e em nossos embrulhos românticos de rosas vermelhas as nossas giletes enferrujadas.
Sua maquiagem está borrada, mas eu apenas gostaria que segurasse a minha mão e meu pulso que sangra... As minhas feridas na alma não se cicatrizam... Não precisa me olhar deste jeito, agora levante-se!
Mas não me beije, pois eu prefiro morrer na ilusão do eterno desejo de seu amor do que descobrir que as minhas abstrações não correspondem com a realidade...
E mesmo assim eu quero lhe dar a minha rosa! Onde cada pétala é uma bala em minha arma e nela você descobrirá que inexiste uma barreira entre o amor e a morte, e você a descobrirá hoje, neste bar...
Mau me quer, mau me quer...
O cheiro podre da pólvora revela a verdadeira essência de nosso mundo perfeito, agora a cor do amor se esvaia por seu coração... Correndo e manchando seu lindo vestido branco, fruto de seu narcisismo... O seu sangue agora esfria lentamente e pela primeira vez eu pude sentir o calor de seu corpo e senti-lo ir embora de mim, o que na realidade é o verdadeiro amor, até que a morte nos separe, nem que seja por únicos segundos, este momento vale mais do às míseras dezenas de anos em vão que vivi...
Mas meu bem! Não existe o amor, apenas choramos porque somos perdedores."
Robson Leão Cardozo
* O título é "Do Coração em Alexandria" pois em Alexandria, cidade egípcia dominada e criada pelos Macedônios e dona de umas das maiores bibliotecas e centro científico que já existiu na Antigüidade, possuia um artigo realizado por cientistas da época sobre o orgão Coração e este foi um dos primeiros registros sobre tal orgão e nele estava escrito que o Coração não era o orgão que ministrava as emoções, tal como se pensava na época, mas a emoção, tal como o pensamento, eram ministrados única e exclusivamente pelo Cérebro. Os estudiosos da Idade Média nunca conseguiram chegar a esta conclusão, pois a Bibloteca de Alexandria foi queimada e seu conhecimento não foi posto à posteridade, somente na Idade Moderna, no Iluminismo é que se teve esta descoberta sobre o Coração, que ao nosso olhar contemporâneo é uma questão óbvia, mas não naquela época, tanto que até hoje usamos o termo Coração para designar as emoções, mesmo que metafóricamente falando.
E já que minha poesia é uma irônia funesta sobre as paixões e o amor, achei que o estudo sobre o Coração em Alexandria fosse um título bom para a poesia.
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